Postado por Alice Schmall
A partir da leitura do texto "Blogs e Fotologs que ensinam" de João Luis de Almeida Machado", faço aqui a socialização das minhas reflexões, cumnprindo assim a tarefa de recesso de nosso curso.
Concordo com o autor que essas ferramentas são um atrativo incrível capaz de estimular nossos alunos a se interessarem pela escrita. Nós mesmos, quando nos familiarizamos com essas tecnologias passamos a escrever muito mais. Há uns 15 anos atrás ninguém usava e-mail, nem bate bapos na internet. A grande maioria já tinha abandonado a tecnologia das canetas e o hábito da escrita nos diários e tínhamos nos rendido ao moderno telefone.
Alguns ainda tínham o hábito de escrever cartas em papel, quando as distâncias tornavam as ligações muito caras. Hoje ninguém mais escreve cartas, mas também cada vez menos pessoas usam o telefone nem mesmo para se comunicarem com pessoas que estão próximas. O e-mail, o MSN, o orkut e as mensagens nos celulares se tornaram as formas mais baratas de "falar" com os outros.
Todas essas formas de comunicação são potencialmente desenvolvedoras da capacidade escrita e poderiam servir de motivadores para que nossos alunos se interessem em escrever melhor. Afinal de contas, nessa era digital, a vaidade deveria ultrapassar o cuidado restrito à aparência física; o corpo malhado, as roupas de marca, os aparelhos eletrônicos, a mochila..., e deveria alcançar a vaidade sobre a forma como se comunicam, a vaidade da escrita, no caso desses meios mencionados. E na verdade de uma forma ou de outra ela chega lá.
O problema todo, é que escrever na rede também tem sua moda, a moda do "internetês", a linguagem destorcida da internet que adapta a nossa lingua à pressa, a preguiça e a dificuldade das pessoas com o português correto e elaborado. Além de ser mais rápido, é mais fácil escrever vc para não ter que saber se escreve com ou sem ç, com ou sem acento agudo!
Como qualquer moda, essa linguagem é sedutora, consequentemente eles parecem estar muito interessados em aprender a escrever nesses códigos.
Negar a linguagem que é própria do grupo social onde estabelecem sua relações, que está na moda no espaço e no tempo deles, seria no mínimo, uma burrice do ponto do vista da sedução para a escrita. O que fazer nesse caso?
Se deixarmos eles escreverem dessa forma em nossas intervenções didáticas com auxílio das TIC´s não estaremos contribuindo com o desenvolvimento de sua escrita formal, estaremos sim dando espaço para a preguiça, a pressa e o "desleixo" com a lingua. Mas se não deixarmos eles escreverem desse jeito quando estiverem sob nossa supervisão, estaremos criando a famosa atmosfera do proibido em torno do "internetês" que mais seduz do que evita.
Outro dia meu namorado postou em seu blog (que eu fiz para ele logo depois da aula lá no NTE) que deveríamos fazer uma campanha de incentivo à leitura às avesas proibindo nossas crinaças de se aproximarem dos livros, colocando tarjas pretas nas capas dos livros e fotos de escritotores famosos nas contracapas em alertas do ministério da saúde sobre os danos que a leitura pode causar às pessoas, trancando os livros num armário bem alto de nossas casas e deixando apenas que os mais velhos, entre outros merecedores, possam ter acesso ao tesouro proibido. Quem sabe assim as coisas mudavassem, né?
Estou pensando mesmo em começar a usar o blog como ferramenta em minhas aulas, para registrar as aulas no laboratório de Ciências. Essas são mais eventuais e não tomariam tanto tempo na correria da escola convencional onde trabalho. Vamos fazer e-mails juntos para todos os alunos das sétimas e oitavas séries para os quais lecionao Ciências, pelo menos para os que quiserem. Vou começar a mandar tarefas de casa pelos e-mails. Lá na escola eles podem usar a informática para acessar o que quiserem, em determinados horários. Estou pensando em estabelecer a seguinte regra: Nos e-mails podemos nos comunicar pelo internetês, caso queiramos, mas no blog não. Pensei em discurtir com eles sobre a publicidade do Blog e a intenção de que mais pessoas possam entendam o que está escrito. Nem todo mundo sabe que qq significa qualquer, não é mesmo? Vamos fazer um levantamento sobre a origem do internetês, da intenção inicial de codificar a mensagem para que nem todos pudessem entender. Vamos brincar de falar na lingua do p para problematizar a questão e refletirmos sobre a necessidade de discernirmos que linguagem usar em quais situações. Acho que assim vai ficar legal.
Quem sabe estabelecemos uma verdadeira troca de conhecimentos, afinal sobre internetês eu naum sei quase nada!
A partir da leitura do texto "Blogs e Fotologs que ensinam" de João Luis de Almeida Machado", faço aqui a socialização das minhas reflexões, cumnprindo assim a tarefa de recesso de nosso curso.
Concordo com o autor que essas ferramentas são um atrativo incrível capaz de estimular nossos alunos a se interessarem pela escrita. Nós mesmos, quando nos familiarizamos com essas tecnologias passamos a escrever muito mais. Há uns 15 anos atrás ninguém usava e-mail, nem bate bapos na internet. A grande maioria já tinha abandonado a tecnologia das canetas e o hábito da escrita nos diários e tínhamos nos rendido ao moderno telefone.
Alguns ainda tínham o hábito de escrever cartas em papel, quando as distâncias tornavam as ligações muito caras. Hoje ninguém mais escreve cartas, mas também cada vez menos pessoas usam o telefone nem mesmo para se comunicarem com pessoas que estão próximas. O e-mail, o MSN, o orkut e as mensagens nos celulares se tornaram as formas mais baratas de "falar" com os outros.
Todas essas formas de comunicação são potencialmente desenvolvedoras da capacidade escrita e poderiam servir de motivadores para que nossos alunos se interessem em escrever melhor. Afinal de contas, nessa era digital, a vaidade deveria ultrapassar o cuidado restrito à aparência física; o corpo malhado, as roupas de marca, os aparelhos eletrônicos, a mochila..., e deveria alcançar a vaidade sobre a forma como se comunicam, a vaidade da escrita, no caso desses meios mencionados. E na verdade de uma forma ou de outra ela chega lá.
O problema todo, é que escrever na rede também tem sua moda, a moda do "internetês", a linguagem destorcida da internet que adapta a nossa lingua à pressa, a preguiça e a dificuldade das pessoas com o português correto e elaborado. Além de ser mais rápido, é mais fácil escrever vc para não ter que saber se escreve com ou sem ç, com ou sem acento agudo!
Como qualquer moda, essa linguagem é sedutora, consequentemente eles parecem estar muito interessados em aprender a escrever nesses códigos.
Negar a linguagem que é própria do grupo social onde estabelecem sua relações, que está na moda no espaço e no tempo deles, seria no mínimo, uma burrice do ponto do vista da sedução para a escrita. O que fazer nesse caso?
Se deixarmos eles escreverem dessa forma em nossas intervenções didáticas com auxílio das TIC´s não estaremos contribuindo com o desenvolvimento de sua escrita formal, estaremos sim dando espaço para a preguiça, a pressa e o "desleixo" com a lingua. Mas se não deixarmos eles escreverem desse jeito quando estiverem sob nossa supervisão, estaremos criando a famosa atmosfera do proibido em torno do "internetês" que mais seduz do que evita.
Outro dia meu namorado postou em seu blog (que eu fiz para ele logo depois da aula lá no NTE) que deveríamos fazer uma campanha de incentivo à leitura às avesas proibindo nossas crinaças de se aproximarem dos livros, colocando tarjas pretas nas capas dos livros e fotos de escritotores famosos nas contracapas em alertas do ministério da saúde sobre os danos que a leitura pode causar às pessoas, trancando os livros num armário bem alto de nossas casas e deixando apenas que os mais velhos, entre outros merecedores, possam ter acesso ao tesouro proibido. Quem sabe assim as coisas mudavassem, né?
Estou pensando mesmo em começar a usar o blog como ferramenta em minhas aulas, para registrar as aulas no laboratório de Ciências. Essas são mais eventuais e não tomariam tanto tempo na correria da escola convencional onde trabalho. Vamos fazer e-mails juntos para todos os alunos das sétimas e oitavas séries para os quais lecionao Ciências, pelo menos para os que quiserem. Vou começar a mandar tarefas de casa pelos e-mails. Lá na escola eles podem usar a informática para acessar o que quiserem, em determinados horários. Estou pensando em estabelecer a seguinte regra: Nos e-mails podemos nos comunicar pelo internetês, caso queiramos, mas no blog não. Pensei em discurtir com eles sobre a publicidade do Blog e a intenção de que mais pessoas possam entendam o que está escrito. Nem todo mundo sabe que qq significa qualquer, não é mesmo? Vamos fazer um levantamento sobre a origem do internetês, da intenção inicial de codificar a mensagem para que nem todos pudessem entender. Vamos brincar de falar na lingua do p para problematizar a questão e refletirmos sobre a necessidade de discernirmos que linguagem usar em quais situações. Acho que assim vai ficar legal.
Quem sabe estabelecemos uma verdadeira troca de conhecimentos, afinal sobre internetês eu naum sei quase nada!

Adoramos a ideia da tarja preta, parabenize seu namorado, talvez assim possamos provocar a curiosidade de nossos alunos.
ResponderExcluirQueridas Colegas!
ResponderExcluirGostamos muito do blog e das postagens executadas por vocês.
Comentando sobre este texto em especial,quem sabe se elaborarmos um cronograma de boas leituras(claro que com a ajuda de Bibliotecas bem equipadas e atualizadas),para os pequenos alunos,a partir do 1ºano dos anos iniciais e com professores comprometidos com o firme propósito de preservar a Língua Portuguesa,talvez,consigamos evitar que as gerações futuras tenham apenas uma remota lembrança do que seja a nossa língua materna.Se não cuidarmos a situação só tende a piorar.Bjssss,abs e xau psl!!!!
Excelente texto, gurias!
ResponderExcluirRefleti sobre muitas coisas enquanto eu lia...Me perguntava se é pior escrever mal ou não escrever?!Para os usuários do internetês, essa escrita rápida acelera a comunicação, mas sabemos que compromete o conhecimento e uso da língua materna.
Confesso que mesmo no msn, não consigo escrever sem usar letra maiúscula no início de frase e em nomes próprios,mas já recebi uma produção textual de um aluninho do primeiro ano repleto de exclamações e vc...
A escola continuará insistindo no bom uso da Língua Portuguesa e incentivará a leitura, mas cada vez será mais difícil cultivar esses hábitos.
Lamento.